AQUI HÁ HISTÓRIA

Desafio lançado aos alunos do 4ºano da EB Alto do Moinho. Um desafio que pretende despertar o gosto e a descoberta da História do nosso país.
Como?
Atentos e observadores, por onde quer que vamos, há sempre um vestígio do passado que nos conta uma parte da nossa história, basta tirar uma foto, procurar informação e partilhar.
Vamos a isso?

domingo, 1 de março de 2015

Guerra da Restauração

D. João IV é aclamado rei de Portugal, mas os espanhóis não aceitaram a decisão das cortes de Lisboa. 
No reinado de D. João IV, os portugueses venceram o exército espanhol na Batalha do Montijo.
No reinado de D. Afonso VI, seu sucessor, travaram-se as batalhas de Linhas de Elvas, Ameixial, Castelo Rodrigo e Montes Claros.
Finalmente, em 1668 é assinado o tratado de paz. O período que decorre de 1640 a 1668 é conhecido como a Época da Restauração.

A RESTAURAÇÃO da INDEPENDÊNCIA

Em 1 de Dezembro de 1640, um grupo de nobres - os conjurados - dirigiu-se ao Paço da Ribeira, assassinaram o secretário de estado, Miguel Vasconcelos, prenderam a duquesa de Mântua, representante do governo espanhol e, da varanda do palácio, proclamaram a independência de Portugal.
E lá fomos à Praça dos Restauradores.
 

3ª Dinastia - Dinastia Filipina

Filipe II de Espanha fez-se aclamar rei de Portugal, nas cortes de Coimbra, comprometendo-se a:

  • conservar o comércio dos produtos oriundos da Índia e do Brasil, exclusivamente na mão dos portugueses;
  • manter a  moeda, a língua e os costumes portugueses;
  • os principais cargos do governo de Portugal seriam ocupados por portugueses.
Promessas que não foram cumpridas, principalmente pelos seus sucessores, Filipe III e Filipe IV.

Que tal um passeio até ao Porto Covo? Agradecemos ao Carlos Dias estas lindas fotos de dois fortes construídos durante a Dinastia Filipina.

Forte de Nossa Senhora da Queimada do Pessegueiro 

Forte da Praia do Pessegueiro

O final da 2ª Dinastia

Nova crise de sucessão.
Quando D. João III morreu, sucedeu-lhe o seu neto, ainda criança D. Sebastião. A governação ficou a cargo da sua avó D. Catarina,  mais tarde ao seu tio-avô, o cardeal D. Henrique e só em 1578 D. Sebastião assumiu o trono de Portugal.
Em 1578, D. Sebastião morre na Batalha de Alcácer Quibir, no norte de África.
Como D. sebastião não tinha filhos sucedeu-lhe o cardeal D. Henrique que faleceu dois anos mais tarde.
Surgiram outros pretendentes ao trono: 

  • D. Catarina, duquesa de Bragança; 
  • D. Filipe II de Espanha, apoiado pela burguesia, a nobreza e o alto clero, seduzidos pelos privilégios prometidos pelo rei de Espanha.
  • D. António, prior do Crato, apoiado pelo povo, ainda foi proclamado rei em Santarém, contudo foi derrotado, em 1580, na batalha de Alcântara contra o exército espanhol.
Portugal perdeu a Independência, o primeiro rei da 3ª Dinastia Filipe I de Portugal era Filipe II de Espanha.

Portugal no século XVI

No século XVI, Lisboa era uma cidade voltada para o exterior, ultrapassando as muralhas e abrindo-se sobre o rio, por onde todos os dias chegavam e partiam navios de várias partes do mundo.
Os nobres e alguns burgueses viviam luxuosamente, na corte haviam grandes e ricos banquetes enquanto o povo continuava a viver miseravelmente.
A prosperidade trazida pelas descobertas contribuiu para o desenvolvimento das artes, das letras e das ciências.
Surge o estilo Manuelino, inspirado em motivos relacionados com os descobrimentos - Torre de Belém, Mosteiro dos Jerónimos, Janela do Convento de Cristo.